
“Eu gosto de ler coisa engraçada”, disse minha sobrinha como sugestão sobre o que eu deveria escrever. Para as crianças tudo é muito simples. “Não tem nada simples, é muito complicado”, intrometeu-se, lendo cada palavra que teclo ao computador. Ela confessa que gostaria de ter nascido sabendo tanta coisa que a escola seria desnecessária. Estudar, fazer provas, exercícios são desafios em seu dia-a-dia.
Minha sobrinha é uma privilegiada. Muitas crianças não têm a chance de estudar, sequer sonham em ter uma profissão, constituir um lar quase perfeito. Mas dá pra entender. Quando crianças nós não temos entendimento amplo sobre o que vemos ou sentimos. Deixamos que nosso espírito infantil alce vôo e nos conduza suavemente ao reino encantado da imaginação.
O pensamento viaja quando nos são contadas estórias. Ele nos conduz do presente ao futuro desejado num piscar de olhos. Vez ou outra chega um ser chamado adulto e traz o pequenino de volta ao seu habitat, nem sempre adequado a uma criança.
Embora muito nova, minha sobrinha tem sua preferência. Ela não quer ler sobre meninos e meninas entregues ao vício, fome, prostituição, embora saiba que existem. Não quer ouvir sobre mensalões, mensalinhos, maracutaias outras.
Fez a escolha dela: prefere comédia ao drama, prefere rir a chorar. Quer ler “coisa engraçada”. Eu bem que gostaria de só ter “coisa” divertida a dizer. Não é assim. Mas que bom que essa menininha me faz sorrir...
* Foto by Fátima Nascimento
* Texto veiculado também no Jornal Monitor Campista, onde publico crônicas/artigos semanalmente.
3 comentários:
Simples...
E eu queria que o menininho dentro de mim vivesse pra sempre!
Eu ainda nao tinha visto titia ! ficou maneiro d+! eu tinha esse pensamento qdo eu era + nova pena q eu hj em dia nao pense + assim!+ tudo bem é a vida...ela é assim mesmo as coisas passam e agente cresce por dentro e por fora!
Bjao
;-*
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