Quando eu chegar na casa onde ele morava, não mais virá ao encontro do meu carro e esperará pacientemente que eu abra a porta. Não encostará seu negro pelo em minhas pernas pedindo carinho. Não cheirará e urinará na roda do veículo.
Não o verei com olhar “pidão” querendo ir pra beira-mar e ainda sua alegria saltitante por ter seu apelo atendido. Não mais contemplarei seus mergulhos no mar, como se fosse íntimo do oceano. Não ficará entre a porta da varanda e a da sala acompanhando o movimento interno e sendo companhia.
Não estará mais encostado na porta de casa ansioso para que alguém a abra pela manhã. Não correrá para o portão pressentindo que seu dono (o meu irmão) se aproxima.
Não mais sentará ao meu lado e encostará sua cabeça em meu colo ou me dará a pata, querendo que compartilhe meu alimento. Todo o “não mais” é porque ele cumpriu sua missão entre nós e partiu. O Labrador “Brother” (este o nome dele) esteve por quase oito anos em minha família. Um amicão inesquecível.