12 de out de 2012

Palavras que vestimos

Palavras são importantes. Tanto são que a poeta Viviane Mosé diz que "a palavra é uma roupa que a gente veste". Aí pensamos sobre como está o nosso guarda-roupa de palavras. Há as roupas curtas, longas, vulgares, moralistas, politicamente corretas, neutras, coloridas... Escolhemos a peça conforme a ocasião ou temos o nosso estilo independentemente de onde estamos ou para donde vamos?

Talvez haja peças de roupas que precisam ser arrancadas do armário e nunca mais usadas. E nem devemos doá-las, pois se não servem pra nós, não devemos querê-las em outras pessoas. Há palavras que vestimos e temos vontade de rasgar, como se não tivessem existido. Mas já nos despimos delas. Alguém já as ouviu e nos mostramos com uma peça inadequada que feriu.

Com quais palavras você sai de casa todos os dias? Você usa a que está na moda sem se importar com a consequência dela ou você faz uma seleção e não se veste com qualquer uma? Tem quem se vista com o negativismo, com a antipatia, soberba, hipocrisia e outras roupas inúteis - ao meu ver.

Pense nisso e faça uma faxina no seu guarda-roupa de palavras. Afinal, uma palavra mal dita fala contra você e ainda pode ser copiada por quem acompanha a moda sem olhar para o próprio espelho.

Abaixo, como não poderia deixar de ser, as palavras da poeta Viviane Mosé, que - em minha opinião - escolhe bem as "roupas".


E você?
A palavra é uma roupa que a gente veste.
Uns gostam de palavras curtas.
Outros usam roupas em excesso.
Existem os que jogam palavra fora.
Pior são os que a usam em desalinho.
Alguns usam palavras caras.
Poucos ostentam palavras raras.
Tem quem nunca troca.
Tem quem usa a dos outros.
A maioria não sabe o que veste.
Alguns sabem e fingem que não.
E tem quem nunca usa a roupa certa pra ocasião.
Tem os que se ajeitam bem com poucas peças.
Outros se enrolam em um vocabulário de muitas.
Tem gente que estraga tudo que usa.
E você, com quais palavras você se despe?
(Viviane Mosé)

8 comentários:

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Que lindas são as palavras que vestem!

Perigosas são as palavras que nos desnudam.

Essas aqui vestem como uma luva!
http://luizvcc.wordpress.com/2012/09/25/comparacao-impossivel/

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Não sei se estas palavras vestem ou despem. Lá vão:

Não sei se para branco, afro ou indio, mas sei que cotas envolvendo medicina e engenharia deveria ser para estudante que estuda mesmo. De verdade, pois a elite governante usa mesmo é o sírio e o libanez. ( Será que escrevi certo?)

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Manamiga, voltando aos poucos!
http://splancnizomai.blogspot.com.br/

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Compartilhando . Agora sim:
http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8430529092223945313#editor/target=post;postID=2354898694254117114

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Desculpa Fàtima, manamiga, o certo mesmo é este aqui:
retornando...
http://splancnizomai.blogspot.com.br/

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Amada manamiga, essas são palavras verdadeiras, creia!
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/por-que-o-terrorismo-palestino-nao-consegue-matar-um-numero-suficiente-de-israelenses-para-satisfazer-a-sede-de-sangue-do-antissemitismo-militante-ou-envergonhado/

Isso a mídia não mostra.

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Amada... e as palavras que...

que...
são EXPULSAS??? Para onde elas vão? Onde elas ficam?

http://home.sweetim.com/?crg=3.1010000&st=18&barid={68A8CF20-F1D0-11E0-8271-001BB9C34B1E}


http://www.youtube.com/watch?v=d_5bVh7fFRw

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Amada manamiga!

Como é bom "amanheceres" Jardim com Ele. As manhãs tornam-se infinitas no Azul da esperança. Sim, a esperança é azul.

Adentrar infinitos é encontrar a resposta exata para o presente-futuro que emana de nosso querer o bem para todos. Todos. Até mesmo para aqueles que insistem em não amar. Nâo importa. As feridas da vida doem nos que insistem em não amar. Não doem porque não amam. Nâo amam porque doem.

E é no Jardim com Ele, passeando, que descobrimos as belezuras das palavras que vestem.

E as palavras não podem ser impedidas de serem ditas. Elas, todas, precisam ter espaço. Tanto as do Jardim, como as de outros espaços até sombrios.

O nosso Lindo Rei dos reis, Senhor dos senhores, jamais impede palavras. Dâ a maior liberdade de dizê-las. Lindo isso.... Acho coisa mais linda.

Impedir é oprimir.
Oprimir é causar feridas...

E todas as feridas causadas por opressores podem ser curadas ali no Jardim dEle.

Tão simples este Jardim e por isso não tão compreeendido.