21 de out de 2010

Na pista?

Assalto, Romário, cruzado, balancinho, contratempo com facão. Entendeu? Não se preocupe se a resposta foi negativa. Explico. São nomes de passos do samba na dança de salão. Mas, claro, o fato de eu saber disso não significa que você pode me tirar pra dançar e que daremos um show na pista.

Assim como para ler uma palavra é preciso não apenas conhecer o alfabeto, mas juntar as letras, o mesmo na dança de salão. Temos que saber como é cada passo e uni-los, formando coreografias. Dito isso, vamos ao que interessa. Sou aprendiz na dança de salão. Sei fazer cada um dos passos acima mencionados e outros que não me lembro o nome (não é essencial saber), bem como sei juntá-los, passando de um para outro passo.

Calma, não se anime ainda pra me chamar pra pista. Na qualidade de dama, deverei ser conduzida. Isso mesmo! Não adianta esperar que eu dê o comando sobre que passo fazer. Nós, as damas, nessas horas – que fique bem claro – aceitamos a submissão. E quando o cavalheiro sabe mandar, ou melhor, conduzir, é uma beleza. Aí parece aquela história do côncavo e o convexo, tamanha sincronia.  

Ainda não me convide. Tem algo mais. É preciso prática. Meu professor de dança entre um giro e outro diz que tenho facilidade pra aprender os passos, que sei os passos e isso e aquilo, mas me falta a prática pra ficar bem natural. Ou seja: deveria sair pra dançar.


Preciso dizer outra coisa. Sou caseira ao extremo e tenho dificuldade em cumprir o item “sair”. Hoje o professor de dança me disse (e ao telefone, enquanto me lembrava de um baile que terá à noite): “É como aprender a dirigir, tem que praticar”. Falei que estava propensa a ir. Mas entre o telefonema e meu retorno pra casa após o trabalho, li a sinopse de um filme.

Em síntese, não estarei no baile mais uma vez.  Aluguei um DVD e esta noite vou ver um filme maravilhoso em minha casa.

(Fátima Nascimento) 

Nenhum comentário: