04 outubro 2011
01 setembro 2011
Flores e armas
Fátima Nascimento
Parece que foi ontem que usei este espaço para relembrar o ataque às torres gêmeas do WTC, nos Estados Unidos, ocorrido em 11 de setembro de 2001. Durante muito tempo teremos a imagem daquela tragédia em nossa memória e seremos compelidos a falar no assunto em protesto contra tamanha barbárie, ignorância e desrespeito à vida alheia, especialmente se considerarmos que inocentes foram vitimas no atentado.
Aquele foi um ataque terrorista. Mas em nosso dia a dia temos outras formas de ataques cruéis que quando não ceifam vidas, destroem sonhos e sufocam a esperança. Roubos seguidos ou não de morte, violência sexual, violência doméstica ou mesmo furtos pequenos deixam transparecer nossa impotência diante de um poder paralelo ao considerado poder oficial.
Temos policiais legalmente armados e bandidos ilegalmente armados. Temos o direito de ir e vir garantido na Constituição Federal e ruas em que somos impedidos de trafegar sem autorização dos "chefes" do local. Há pontos na cidade em que as vias urbanas estão cheias de buraco, paralelepípedos estrategicamente retirados e amontoados com o objetivo claro de dificultar o acesso da polícia e de quem mais não for bem-vindo. O poder público – dedução lógica – finge não ver ou perceber a intenção.
Agora me resta dizer que um novo mês chegou. Não é o mesmo setembro do ano passado. Haverá lembranças de setembros anteriores, mas este mês agora é que vale. Temos que encarar desafios, superar obstáculos, passar pelos espinhos pra chegar às flores. E os espinhos ajudam a valorizar o que está no topo.
Desejo flores pra amenizar as dores e alegrar os dias. Desejo o sol pra mostrar que um novo dia começa. Desejo a lua pra repousar e sonhar. Desejo o vento pra varrer o medo e renovar a esperança. Desejo não parar de desejar.
15 agosto 2011
Borboletas
| Foto: Fátima Nascimento |
"Borboletas me convidaram a elas.
O privilégio insetal de ser uma borboleta me atraiu.
Por certo eu iria ter uma visão diferente dos homens e das coisas.
Eu imaginava que o mundo visto de uma borboleta -
Seria, com certeza, um mundo livre aos poemas (...)".
(Manoel de Barros)
06 julho 2011
04 julho 2011
26 maio 2011
Balada Curta na AIC
Quem estiver em Campos/RJ neste fim de semana tem a chance de prestigiar o Balada Curta na Associação de Imprensa Campista, em Campos. Será dia 28/05 (sábado), a partir das 19h. Entrada gratuita. Realização: Coletivo de Prática Audivisual da Associação de Imprensa Campista (AIC).
O primeiro Balada Curta aconteceu no dia 19 de março. Os registros em fotos e vídeo estão no Blog da AIC: www.associacaodeimprensa. blogspot.com
Veja abaixo o que tem na programação.

O primeiro Balada Curta aconteceu no dia 19 de março. Os registros em fotos e vídeo estão no Blog da AIC: www.associacaodeimprensa.
Veja abaixo o que tem na programação.
20 maio 2011
O que podemos fazer?
Um tema que chama muito minha atenção é a dependência química. A quantidade de jovens que destroi suas vidas com o uso de entorpecentes é alarmante. A sociedade precisa acordar para esta realidade e apoiar práticas/ações que objetivam recuperar homens e mulheres em tratamento para livrarem-se do vício.
Não é clichê a frase "droga gera violência". É real. Não é problema apenas do dependente e de sua família. Afeta todos nós. Se você tem filhos, converse com eles. Não deixe que um traficante seja o pai adotivo.
Não é clichê a frase "droga gera violência". É real. Não é problema apenas do dependente e de sua família. Afeta todos nós. Se você tem filhos, converse com eles. Não deixe que um traficante seja o pai adotivo.
16 maio 2011
Boa pedida!
O educador e escritor Hélio de Freitas Coelho convida para uma programação bem bacana que será realizada esta noite (16/05), às 18h30, na Academia Campista de Letras, em Campos dos Goytacazes/RJ. Quem por lá estiver, certamente vai se encantar. Veja abaixo o convite.

12 maio 2011
Um viva às perguntas!
Se são as perguntas que movem o mundo, interrogações representam mudança. Quando buscamos as respostas, nos movimentamos. Vamos ao encontro das soluções. Quando encontramos o que desejamos ou estamos perto disso, vem uma nova indagação. O ciclo se repete.
Seres desejantes, pensantes, inquietos – antes assim. Prefiro a atitude à covardia; prefiro o erro na busca do acerto à inércia pelo medo de errar. Sou errante. Sou amante do sol, da lua, da constelação.
Tenho sede de verde, fome de fauna. Sou sol e chuva, nuvem e vento, ar e pó. Poeira que se esvai, pedra que fica. Sou água na correnteza de cada dia. Nascimento diário.
13 abril 2011
Força oculta
| Foto: Fátima Nascimento |
o olho busca
há medo e sonho
a esperança teima
e fica
nas mãos, a lida
jaz fechadas pra dor
quer-se o riso
desgosto pelo pranto
na lembrança,
o canto mudo
de ancestrais.
(Fátima Nascimento)
Obs.: Imagem da peça "Ondas da Liberdade" encenada pelo Grupo Teatropoesia Azevedo Cruz.
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