Os mestres da suspeita


Quem aprecia os pensamentos de Marx, Freud e Nietzche possivelmente irá gostar do livro cuja imagem de capa está ao lado.  Os que criticam também deverão gostar da leitura. Abaixo está um resumo que fiz do capítulo 7. O livro "Uma introdução à filosofia da religião" é de autoria de Alessandro Rocha.  Saiba o motivo deles terem sido chamados de "mestres da suspeita". 




CRÍTICA ATEÍSTA DA RELIGIÃO: OS MESTRES DA SUSPEITA
ROCHA, Alessandro. Uma introdução à filosofia da religião. São Paulo: Vida, 2010. pp.127-144.

            Sigmund Freud, Karl Marx e Friedrich Nietzsche são destacados no capítulo 7 do livro “Uma Introdução à Filosofia da Religião”, de Alessandro Rocha. Os três pensadores colocavam a religião e a consequência dela em cheque; desconfiavam da existência de Deus, bem como de quaisquer divindades. Daí serem chamados de “mestres da suspeita”.

            No capítulo Crítica ateísta da religião: os mestres da suspeita, discorre-se sobre as crenças dos referidos pensadores.  Marx, por exemplo, disse que a religião é o ópio do povo. Ele acreditava que ao criticar a religião, a população seria alertada acerca de um sistema manipulador, que deixava – em sua opinião – as pessoas acomodadas, resignadas, inertes. Marx defendia que a filosofia, ao criticar a religião, estava prestando um grande serviço à sociedade.

            Nietzsche teria sido ainda mais contestador, sendo dele a célebre sentença de que Deus está morto. Contudo, ele fala da morte de Deus “como condição para o surgimento do super-homem, ou seja, o ser humano em plena afirmação de sua vontade e potência” (Rocha, p.128).

             Outro pensador crítico da religião foi o psicanalista Sigmund Freud, para quem Deus é uma ilusão infantil. Ele não se preocupou em analisar a existência de Deus, mas, sim, fazer um estudo crítico sobre a razão da existência de fé e religião.

            Freud defendia que os religiosos viam em Deus uma figura paterna, como um pai que acolhe o filho no mundo injusto e cruel. Este paternalismo, afirmava, era prejudicial, vez que causava imaturidade para o enfrentamento de problemas. Por isso, Freud defendia que este pai deveria morrer no imaginário das pessoas.

            Um dos pontos ressaltados por Alessandro Rocha é a assertiva de que não se deve simplesmente repetir as teorias de pensadores que criticaram a religião, devendo ocorrer uma crítica da crítica religiosa daquela época. Sendo a filosofia a permanente busca de conhecimento, não há de se ter como finito ou definitivo um conceito.

Comentários


E olha que eu já suspeitava dessas "assertivas"! Suspeitava dessas teorias, frases, dizeres...

Suspeitava desses que, em nome da própria (in)verdade, deixaram a mentira pairando no ar. Ela pairava como vento aqui e ali.

Uns tentavam pegar, mas escapava das mãos.

Outros seguravam forte pensando que poderiam reter o suspeitável!

Religião é religação do homem com DEUS. Simplesmente assim. Então, como sabemos - pois está registrado nos acontecimentos que determinaram na "data ano/ hoje/ 2015, após ano I JESUS CRISTO... que foi 4 anos atrás... chi!" ( não mais 5000 e lá vai fumaça )-essa religação se faz através de JESUS CRISTO que religa o homem a DEUS PAI. Religação é a mais pura verdade para o ser humano ser livre e salvo deste mundo de trevas que nos deixa cegos para as belezuras dELE.

Que pena... os três morreram sem saber que hoje, 2015, estamos muitos dentro da Vida e com a Vida dentro.

Que pena...

Queria tanto poder ter estado sentada ao lado deles e, em amor, dialogar sínteses, teses e antíteses... para, quem sabe, confrontar as idiossincrasias tantas...

Que, se pelo menos deixassem seus leitores ter Esperança...

Tomara que alguns ainda tenham coragem de ousar suspeitar daqueles pensamentos desesperançosos!...

Tomara!

Afinal, ninguém terá nada a perder se suspeitar e adentrar Escrituras outras.

E do contrário, poderá deixar de ganhar algo que será para a eternidade!

Quero ler este livro.


Sigmund Freud era parte interessada neste ódio dele à Religião, pois Deus identifica-se com o pai e o pai de Freud era um homem fraco que apanhava na rua por ser judeu. Freud menino presenciara as agressões sofridas pelo pai que tinha o chapelão hebreu dele arrancado da cabeça com um tapa pelos antisemitas.
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