14 de dez de 2010

Espanto poético

Viagem ao Pantanal 775

Palavras se ausentam,
às vezes.
Fico sem grafia de mim
e não me leio ou soletro.
Pensamento estanca,
mas quer sangrar poesia.
Sinto presa a voz
numa amordaça de silêncio.
Não quero me dizer o que já sei
temo repetir o que não deveria ser.
Agora muda,
tento mudar o mundo em mim.
Se a poesia nasce do espanto,
como diz Ferreira Gullar, o poeta,
que meu silêncio
tome um susto e grite em versos.

(Fátima Nascimento)

2 comentários:

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Que coisa linda manamiga... que coisa linda...

Ass.:
Ovelha

Fátima Nascimento disse...

Que bom que gostou! Obrigada!