15 de nov de 2010

Mia Couto e Agualusa na Bienal do Livro de Campos

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Registro do blog da presença dos escritores Mia Couto (Moçambique) e José Eduardo Agualusa (Angola) na VI Bienal do Livro de Campos. Eles falaram sobre “Leituras da África Contemporânea” no dia 12/11/2010, com a mediação de Rita Maia. 

“Ouvir um livro como quem escuta a própria vida. Isso é muito trazido do Brasil”, disse Mia Couto quando falou da literatura brasileira e a influência dela em sua obra. E acrescentou: “O escritor começa quando é capaz de escutar aquilo que são os silêncios dos outros”.

Quem conhece a obra do Mia Couto sabe o quanto a prosa poética está presente em seus escritos. Suas respostas confirmam tal preferência. Há poesia em suas palavras. Há um transbordamento de originalidade e sentimento em sua fala.

Em um diálogo entre personagens no livro Antes de nascer o  mundo, seu mais novo romance, é dito: “Ninguém é de uma raça. As raças são fardas que vestimos”. E noutro trecho: “… essa farda se cola, às vezes, à alma dos homens”.

A participação de Agualusa e Mia Couto foi um dos pontos altos da programação da Bienal do Livro de Campos, encerrada dia 14/11/2010. 

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José Eduardo Agualusa, escritor angolano

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Mia Couto, Agualusa e Rita Maia, mediadora do encontro

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Mia Couto, escritor moçambicano

8 comentários:

Cacá disse...

O Agualusa eu não conheço, mas o Mia Couto é espetacular. Já li dele, UM RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA - CADA HOMEM É UMA RAÇA - ABENSONHADAS. Todos ótimos. Parabéns pela excelente cobertura que você vem fazendo desta bienal. Abraços. Paz e bem.

Mai disse...

Excelente!
E pensar que estando perto, eu perdi este encontro cultural.

Grata pelo destaque.

abraços e boa semana!

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Ah... que lindo, Nascimento! Muito lindo, mesmo. As Palavras nos descobrem, né? E também nos vestem...

Queria estar ali para dar de presente, para o Agualusa, um poema que fiz para Angola quando estava em Campos.Um poema que nasceu de repente. Foi pegar o lápis e escrever. Aí debaixo deste Céu Grandão que abriga o Rei Lindo!

Que pena eu não poder estar nesta Bienal!Fiquei mais de 20 dias em Campos Meu Amor, porque estava na hora de votar e quando chegou a hora de voltar, não poderia ficar nem mais um dia.
Mas fico feliz por esta Bienal ter sido tão abençoada!

Que bom! E obrigada a você por nos trazer pedaços tão "inteiros", ok?

É tempo de tudo inteiro! hehe!

Fátima Nascimento disse...

Cacá, tb li "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra". Aliás, a primeira obra que li do Mia Couto. E fiquei encantada com as construções poéticas dele! Agora comprei "Antes de nascer o mundo" e as nas primeiras páginas já encontro o que me agrada no trabalho dele.

Obrigada pelas suas palavras, mas não ouso considerar que fiz "cobertura" da Bienal do Livro; apenas alguns registros não-jornalísticos.

Bjs e paz.

Fátima Nascimento disse...

Mai,

Que pena que não ficou sabendo da Bienal do Livro de Campos. Teria gostado de receber vc em nossa cidade. Bj e obrigada.

Fátima Nascimento disse...

Splanchnizomai, realmente o evento foi maravilhoso. Teria gostado de estar com vc, acompanhando a programação. Bjs.

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Quando estaremos juntas num evento, hein? Ai! Vou fazer caras, bocas e pés para você fotoclicar. E depois vamos sentar e rir.

Fátima Nascimento disse...

Splanchnizomai, topo! Bjs.