15 de nov de 2010

Amor demais em Vinícius

IMG_6979IMG_6984IMG_6981IMG_6987

José Castello e Zezé Motta na VI Bienal do Livro de Campos, ocorrida entre os dias 05 e 14 de novembro/2010. O tema da dupla foi “Vinícius de Moraes e o amor demais”.

Castello foi o primeiro autor a publicar a biografia de Vinícius de Moraes. Um homem que tinha a necessidade de estar apaixonado para escrever seus textos, daí ter casado inúmeras vezes.

Zezé Motta declamou algumas poesias de Vinícius. A participação deles ocorreu no dia 11.
Eu não existo sem você
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

Vinícius de Moraes

4 comentários:

Poemas e Amizades disse...

Bom dia, Fátima!
Já pela segunda vez me veio uma vontade imensa de ter estado nessa Bienal. Seu registro é tremendamente estimulante! Em pouco tempo, você não conseguirá responder ao grande numero de seguidores de seu blog.
Quanto ao Vinícius, foi o poeta de minha adolescência, quando estudei no Rio, pois os cursos o destacam muito.
Que ele tivesse a necessidade de estar apaixonado para escrever, daí ter se casado, ou que ele tivesse a necessidade de estar apaixonado ainda que jamais fosse escritor, o que os cariocas traduzem por mulherengo incorrigível, isso é bem mais poético do primeiro ângulo, e assim ficou na História...
Um abraço carinhoso!
Lello

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

E me levou aos anos 70. Namorando e escrevendo cartas. Esta música era a preferida no violão. hehe.

Fátima Nascimento disse...

Lello, a poesia "salvou" o boêmio Vinícius. Meu abraço pra vc.

Fátima Nascimento disse...

Splanchnizomai, a música está na nossa história de vida. Temos a da época da infância, da adolescência e segue adiante. Bj.