Na trilha da alegria
Não me contaram. Vi e participei de cada etapa de uma aventura que durou quase quatro horas. Cada porteira aberta no trajeto sinalizava novas emoções, mais beleza natural e a certeza de que o ser humano precisa namorar a natureza pra se casar com a paz. O sorriso hoje em dia não é muito fácil de ser visto. Mas naquele percurso ria-se, e com satisfação.
Meter o pé na lama, atravessar rios com barro no fundo, cair acidentalmente na água, descer da bicicleta para andar em trilhas não muito fáceis de caminhar, pisar sem querer em esterco de gado por estar maravilhado com a paisagem não tirou o sorriso do rosto de ninguém. Estreantes na aventura eram acompanhados por ciclistas mais experientes, a fim de que nenhum de nós perdesse a trilha do passeio.
O desejo de participar de uma incursão assim era acalentado há tempo. Quando o convite chegou, não poderia recusar. Eu me presenteei. Fiz fotos. Pedalei muito. Distraí-me um tanto. Sorri à beça.




